Você vai descobrir que o mundo dos sonhos é bem diferente do que você imagina.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

1 - Começo do fim


Sabe quando você não sabe se esta acordada ou sonhando? Eu estou exatamente nessa situação.
Eu não sei exatamente onde estou,  parece um parque porque tem um lindo gramado que parece nunca terminar, vejo uma fonte e algumas flores e arvores gigantes fazendo um sombra muito refrescante, o sol esta forte mas não sinto muito calor, esta tudo neutro, eu não consigo escutar nenhum som, mesmo assim estou vendo duas garotas deitadas na grama dando gargalhadas com risos que não consigo escutar. Uma das garotas esta usando um lindo vestido branco e rodado, suas feições, sua aparência tão familiar... Oh! Ou melhor... Olhando de perto, ela...ela.. sou eu! Essa garota sou eu, e a outra... Não me é estranha, quando a vejo tenho uma sensação de saudades, seu rosto e seu sorriso me acalma, me faz sentir em segurança, me faz sentir algo que não sinto faz muito tempo, mas quem é ela? Algo me diz que eu deveria saber mas...mas não lembro...
Aminee ..!!
Mãe? ..
Aminee. .!!
anh?
-Aminee acorda! Tem aula hoje, não tem?
Hum.. ahh.. cal, são que horas? – que estranho parecia a voz de minha mãe –
6:30, você esta atrasada não?
Ahh minha aula é oito horas, e não é aula, é prova .. -prova dia de sábado, um saco!
Esta certo, quer que eu prepare alguma coisa pra você?
Ovos, dois por favor.. - disse ainda bocejando, não... Não quero sair da cama ainda. E aquele sonho, pensei comigo mesmas, aquela garota... Porque tenho a impressão que estou cometendo um crime ao não reconhecê-la... AHH! Que dor de cabeça, vou pensar nisso depois, me levantei e fui cambaleando ate ao banheiro, minha cara estava uma desgraça, joguei o cabelo pra traz, lavei o rosto e desci direto pra cozinha, o cheiro de ovo estava me deixando com água na boca.
Como sempre cheguei atrasada no colégio, 8:08 , marcava o horário no relógio do carro quando sai em um pulo correndo para o portão, ao chegar na sala ao contrario do que acontece nos dias de aulas, só tinha lugar na frente, putz... Logo hoje que eu queria pescar um pouco, não estudei o suficiente ontem, merda...
Terminei a prova morrendo de dor de cabeça, faz três dias que essas dores me atormentam e eu lerda como sempre esqueci de trazer o remédio, bom, pelo menos não fui tão ruim na prova como achei, espero... Avistei de longe Lisia e fui logo me juntar a ela e claro fiz a pergunta mais comum depois de uma prova...
como foi na prova?
Bem. -disse ela olhando por de cima do livro que lia, olhei na capa e nela tinha escrito “As Crônicas do Rei Artur “
– Que bom pra você, já pra mim a coisa não é tão boa assim.. - disse com um tom de desanimo..
–Se você quiser ajuda nas próximas provas Nine é só falar certo?
– certo, valeu Liu -Lisia é uma garota pequena considerado a minha altura, tem traços indígenas com olhos amendoados, um cabelo comprido que ela usa liso e uma pele mulata. É uma garota que eu julgo muito inteligente, é complexa mas muito divertida digo que é um tipo de personalidade rara, acho que ela tem sorte porque pelo seu perfil ela só deve ter amigos de verdade, bem eu a valorizo como uma grande amiga. Sentei ao lado dela e algo me disse que eu deveria lhe contar sobre o sonho quem sabe ela não tinha uma hipótese do que poderia significar o sonho.
–Como assim tem a impressão de que deveria saber quem era a garota? - perguntou ela com cara de quem deveria esta me achando meio louca.
–Sei lá, eu não faço à mínima ideia de quem é ela mas sinto ao mesmo tempo que já a conheço  a muito tempo e que estou cometendo um crime no momento que não a reconheço. - Eu disse meio confusa, sim, até eu estava começando a desconfiar de minha provável loucura.
– Pode ser uma lembrança, algo que já aconteceu e você esta relembrando nos sonhos - disse ela fechando o livro e começando a se concentrar na conversa, gosto do jeito como ela dá importância as coisas que eu falo
–É pode ser isso mesmo, mas mesmo assim é estranho - eu terminei a frase com uma careta, e colocando a mão sobre a cabeça, ahh merda! Minha dor que tinha ido embora não demorou muito pra voltar e agora mais forte
– Dor de cabeça de novo? -Liu perguntou com um tom de preocupada, ela meio que tinha percebido que eu andava reclamando de dores recentemente, foi um alivio a vê tirando uns comprimidos da bolsa que estava em cima da mesa ao mesmo tempo em que falava
–Pois é.. - eu disse ao mesmo tempo em que pegava o remédio na mão dela estendida em minha direção – Obrigada – disse sorrindo, e também meio sem graça ao perceber que ela sabia que eu era lerda o suficiente para esquecer o remédio depois de um temporada de 3 dias de dores de cabeça
 De repente alguma coisa me agarrou por traz, ou melhor, alguém, e esse alguém é Tainá, ela me abraçou e depois me girou para eu ficar de frente a ela e simplesmente perguntou
 – Como foi na prova? - Ainda tentando me recuperar ao susto, respondi com uma cara meio triste
– Fui mais ou menos.
Então aquele sorriso de criança boba que se destacava no seu rosto mudou rapidamente para uma cara seria cheia de preocupação de uma mãe experiente, a mesma expressão que Lísia tinha feita momentos atrás
– O nine, você sabe que qualquer coisa, qualquer dificuldade é só pedir minha ajuda certo?
-Er.. certo, obrigada Tai - falei meio sem jeito, sabe eu fico tão feliz por ter amigas que me apoiam dessa forma e queria recompensar tudo isso, mas como? Eu teria que pensar nisso, depois que tudo aconteceu minha vida ficou de cabeça pra baixo e acho que se não fosse o apoio das minhas amigas hoje eu não teria muita força pra continuar no ritmo, por isso eu queria fazer alguma coisa pra agradecê-las.. – Seu celular nine! – falou Tainá, interrompendo meus pensamentos – Ah! – meu toque é escandaloso, mas não sei como eu ainda não tinha percebido ele tocando, é como se eu tivesse ficado fora de mim naquele pequeno estante em que pensava.
–Ah! -eu disse novamente da forma mais patética, olhei e era o meu irmão Carlos, não atendi, o toque significava que ele já havia chegado.
–Estou indo pra frente, meu irmão já chegou. - sai arrastando Tainá, olhei pra Lísia que já tinha voltado a ler o livro e dei um tchau pra ela, ela retribuiu, ao chegar na porta vi um celta preto 2 portas me esperando, me despedi de Tainá e corri para o carro.
Adoro o cheiro de almoço sendo preparado, sempre que chego do colégio eu sinto esse cheiro da porta. Sinto cheiro de fritas, quando cheguei na porta da cozinha encontrei meu irmão Vitor cozinhando , ele sorriu pra mim e ao mesmo tempo enxugou seu rosto do suor com o pulso evitando sujar o rosto de óleo melado na sua mão – Oi ! como foi? -eu retribuir o sorriso e simplesmente menti – Fui bem, melhor do que imaginava - você pode estar se perguntando o porque da mentira, sabe eu não tenho o costume de fazer isso, mas é que eu queria evitar mais um rosto de preocupação, acho melhor assim, bem evitando que a conversa se prolongasse já que eu sou péssima pra mentir, peguei uma das fritas que estava secando do lado do meu irmão, lhe dei um beijo e subir rapidamente pro meu quarto, me joguei na cama e senti novamente a dor de cabeça, peguei no meu bolso o remédio que Liu havia me dado, engoli a seco e fechei os olhos na espera da melhora..
–Quando será a nossa próxima fuga?
–Amanhã antes de dormir, fechado?
–Fechado!
–Hahahaha.. - que estranho, essa risada, esse rosto, esse lugar porque eu tenho a impressão que já conheço, novamente aquele enorme gramado onde terminava no horizonte , eu e mais alguém..  – Quem é você? -minha voz não saia, eu era somente uma observadora, via tudo do alto, me via sorrindo e conversando naturalmente com alguém, e do nada uma voz conhecida..
– Amine, vá lá brincar, junte-se ao seu corpo! - olhei assustada e percebi na surpresa quem era
–Mãe? como assim? - eu estava oficialmente confusa
– Não questione apenas vá! - Ela fez um movimento com as mãos como se me empurrasse, e então senti um súbita sensação de queda, ouvir um grito insano que eu não sabia de onde saia, era eu que estava gritando? Então lá estava eu, deitada na minha cama, olhando para o ventilador que rodava lentamente no teto, um sonho? Estiquei a cabeça pra traz e olhei para a janela e...já estava escuro! Dei um pulo da cama, peguei o celular e – 18:45 não acredito! - disse em voz alta, eu estava toda suada e ainda vestida com a farda, eu estava com o coração disparado e com a impressão que tive um pesadelo, mas...me falhou a memória e não consigo me lembrar exatamente do que aconteceu, odeio quando eu acordo de um sonho e logo depois esqueço, fui andando direto pro banheiro mas antes que eu chegasse na porta alguma coisa me tocou o ombro por traz eu me virei, era Vitor, meu irmão do meio, mas ele estava assustador, sua boca estava entre aberta e seus olhos revirado ele murmurava algo –O que..o que.. esta fazendo nesse mundo..? - eu soltei um grito horrorizada e me afastei rapidamente dele dando longos passos pra traz, então alguma coisa agarrou o meu pé me derrubando de traz, bati a cabeça com força no chão e... lá estava eu deitada na minha cama olhando pro ventilado de teto novamente, meus olhos estavam cheios de lagrimas e eu estava completamente molhada de suor, busquei a cegas o meu celular no criado mudo e botei na frente do rosto, era 2 da tarde, então foi tudo um pesadelo, pensei comigo, decidir que não ia pensar em nada do que aconteceu por enquanto, minha cabeça tinha voltado a doer, tomei um banho e fui estudar.
O 1º cenário

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